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Balanço DFB: quarto dia

Confira o que rolou na passarela do última dia do evento

Publicado em 15/05/2018, por Equipe de Pesquisa UseFashion

O último sábado, 12, pontuou o encerramento dos desfiles do DFB 2018. Buscando ideias de transformação e diferentes formas de manifestações criativas, o quarto dia trouxe propostas inovadoras para o vestuário feminino e masculino, desde os projetos emergentes, como é o caso do concurso dos novos, até uma visão de mercado comercial de grandes representantes do varejo nacional, como a Riachuelo. Confira a seguir os principais destaques!


David Lee

Bikiny Society

Intitulada ALOHA, a coleção da Bikiny Society trouxe como inspiração Kauai, uma das ilhas mais exóticas do Havaí. Assim como já visto nos outros dias do evento, aqui o handmade também teve um papel importante. O crochê ganhou destaque nos produtos, trabalhando ráfias cruas e fios de aspecto bruto em biquínis frente única e maiôs com recortes. Atenção as saídas de praia e aos vestidos trabalhados em linhos crus e sedas de algodão, trazendo leveza para superfícies ora lisas, ora com estampas discretas, valorizando principalmente referências botânicas. Como ornamentação, amarrações, acabamentos com barbicachos e trançados foram percebidos tanto no vestuário quanto na moda praia. Em sintonia com o clima praiano, atente para as rasteiras de tiras finas e acessórios como colares amplos e brincos alongados, compondo as produções.

Concurso dos Novos (UFC / UFPI / Univ. Est. Santa Catarina/ Univ. Estácio de Sá )

Conhecido como o maior concurso de moda autoral para estudantes da América Latina, o Concurso dos Novos teve sua segunda apresentação no último dia de Dragão Fashion, trazendo as propostas da UFC, UFPI, Universidade do Estado de Santa Catarina e Universidade Estácio de Sá. Sob a temática geral de Economia Circular, a UFC trouxe ideias de mudança e transformação, trabalhando com alfaiataria aliada a técnicas artesanais, enquanto a UFPI ressaltou o conceito de pensamento outside of the box, renovando o vestuário por meio do uso de materiais recicláveis e superfícies repletas de recortes. A Udesc, por sua vez, trouxe para a passarela as relações entre as praias paradisíacas e os pescadores, trabalhando com redes de pesca reutilizadas e referências náuticas. Por fim, a Estácio de Sá inspirou-se na chegada dos bandeirantes e na exploração de ouro e prata na Chapada Diamantina, valorizando silhuetas oversizeds, amarrações e detalhamentos localizados. 


UFC | UFPI | Uni. Est. Santa Catarina | Univ. Estácio de Sá

Johnson Cavalcante

Com referências no folclore histórico do guerreiro alagoense, o estilista trouxe um tom festivo e alegre para o evento. Fluidez e frescor pontuaram peças como tops encurtados, variando entre blusas e camisas, saias evasês e calças de corte afunilado. A atenção ficou por conta das superfície, mesclando materiais com estampas vibrantes, transparências, no caso das rendas, e até mesmo brilho intenso, como os paetês. Aqui, tons vibrantes como amarelo, laranja e verde tiveram espaço, muitas vezes combinados a neutros como o preto e o branco. Como complemento, acessórios com elementos característicos do estado, como as fitas e as padronagens florais foram recorrentes, com destaque para os brincos amplos e pulseiras estruturadas. 

Bruno Olly

Inspirado pela força dos orixás e nas crenças do candomblé, a coleção masculina de Bruno Olly trouxe a cultura africana trabalhada com um viés contemporâneo. Materiais como moletom e denim pontuaram as peças, que muitas vezes trouxeram as modelagens oversized como ponto alto. Elementos como volumes localizados, geometrias e recortes foram destaque na coleção, representados em peças como conjuntos, jaquetas, calças de corte reto e camisas alongadas. A estamparia também surgiu como um ponto importante, tanto através do full print, quanto de desenhos elaborados, que ajudaram a contar a história proposta pela marca. Nos pés, slip ons em materiais variados, muitas vezes trazendo aplicações nas superfícies, enquanto óculos escuros e de armações opacas ajudaram a valorizar as produções.

Ronaldo Silvestre

Delicadeza, feminilidade e força foram características chave da coleção de Ronaldo Silvestre, que trabalhou com memórias afetivas pessoais do estilista. Fazendo uso de seda artesanal, denim e rendas feitas a mão, as peças foram ressaltadas pelo trabalho minucioso na hora da criação. Elegantes, vestidos em comprimentos variados também apresentaram diferenciação nas modelagens, indo desde os mais ajustados até os românticos e evasês. Além desses, destacaram-se os tops, saias longas, pantalonas e camisas, enquanto as poucas produções masculinas trouxeram uma alfaiataria muito bem construída. Observe o jogo de texturas nas superfícies, brincando com pequenos volumes, drapeados e nervuras. Por fim, as joias merecem uma atenção especial, desenvolvidas em materiais como sementes, folhas e galhos, enquanto os metais despontaram em banho dourado. 

Tanden

Trazendo a imagem de uma mulher elegante, segura e de personalidade forte, a Tanden propôs looks tanto com foco no vestuário casual quanto na moda festa para o DFB 2018. Buscando versatilidade, a coleção trouxe um tom atemporal, apresentando silhuetas com cintura ajustada, assimetrias e múltiplos recortes. Observe o uso de materiais com brilho acetinado e de planos estruturados, dando o tom para tops cropped, macacões, conjuntos e vestidos longos, este último, muitas vezes adornado por fendas profundas. Na cartela de cores, tons terrosos predominaram, a exemplo do marrom e do telha, porém, off-white e variações suaves de azul também tiveram espaço. Brincos alongados e sapatos clássicos, como sandálias de tiras finas e scarpins com amarração, chamaram a atenção nos looks.

David Lee

Jovem, irreverente e subjetiva, a moda de David Lee propôs uma brincadeira com sentimentos e emoções na passarela. Cores intensas, como violeta, azul, vermelho, laranja e preto foram destaque na coleção, que brincou com a mescla de matérias-primas, indo desde sarjas e viscoses, até crochês elaborados. Com shapes esportivos e ressaltando conforto, as peças englobaram moda íntima e vestuário, composto por suéteres, jaquetas, camisas desconstruídas, calças de alfaiataria e T-shirts. Como complemento, múltiplos bolsos, tiras para amarrações e acabamentos irregulares apareceram com frequência nas produções. Destaque ainda para as sobreposições e para as composições sempre complementadas pelo toque divertido de acessórios como meias alongadas, pochetes e óculos esportivo. 

Riachuelo

Por fim, a Richuelo trouxe para a passarela do evento um pouco sobre cada um dos seus apontamentos para a temporada de inverno 2018. Desse modo, com um desfile extenso, a marca apresentou referências no militarismo, pautadas por múltiplos bolsos e elementos utilitários, e também do streetwear, valorizando ribanas e shapes esportivos em calças jogger e jaquetas bomber. Referências rocker também foram percebidas nas jaquetas de couro e T-shirts com prints localizados, assim como boho invernal, trabalhado pela marca através dos tricôs espessos, denim de lavagens escuras e xadrezes.

Imagens: Roberta Braga, Cláudio Pedroso e Pedro Brago.

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